
Se a sua empresa deixasse de existir amanhã, as pessoas sentiriam falta do impacto que ela gera ou apenas perceberiam o fim da pressão?
Se a sua empresa deixasse de existir amanhã, as pessoas sentiriam falta do impacto que ela gera ou apenas perceberiam o fim da pressão?
É uma pergunta desconfortável.
Talvez porque nos obrigue a olhar para algo que costuma ficar escondido atrás da necessidade urgente por resultados a qualquer custo.
Vivemos uma época em que a performance se tornou protagonista. A busca incessante por resultados tem levado muitas pessoas a direcionarem o olhar apenas para o próximo objetivo, como se o valor da vida estivesse sempre no que ainda precisa ser alcançado.
A questão que se impõe é: até onde iremos nessa corrida?
As agendas estão cheias.
Os indicadores são acompanhados em tempo real.
As metas são renovadas antes mesmo de serem comemoradas.
Tudo parece seguir em movimento.
Ainda assim, cresce um fenômeno que raramente aparece nos dashboards organizacionais.
Pessoas que continuam entregando.
Participam das reuniões.
Respondem mensagens.
Cumpram prazos.
Alcançam resultados.
Por fora, tudo parece funcionar.
Por dentro, muitas já perderam a conexão consigo mesmas.
Quando isso acontece, o impacto vai muito além do indivíduo.
O resultado aparece no aumento dos conflitos, na dificuldade de colaboração, na redução da criatividade, no desgaste emocional e em relações cada vez mais superficiais.
Recentemente, tive a alegria de conversar sobre esse tema com os alunos do 7º semestre de Psicologia da UNIFAJ, Centro Universitário de Jaguariúna, a convite da professora @ValériaCassi.
Durante o encontro, compartilhei os fundamentos do Programa Reconexão Essencial, uma metodologia criada para apoiar pessoas e organizações a reconstruírem a conexão entre identidade, propósito, relações e resultados.
Uma percepção ficou muito viva para mim.
Os questionamentos dos alunos falavam sobre propósito, pertencimento, saúde emocional e autenticidade.
Falavam sobre o desafio de permanecer fiel aos próprios valores em ambientes que, muitas vezes, exigem adaptação contínua para atender expectativas externas.
Aquilo me fez pensar que talvez estejamos diante de uma mudança importante.
As novas gerações não estão procurando apenas empregos.
Estão procurando espaços onde possam aprender, contribuir, crescer e prosperar sem precisar abandonar quem são.
E essa talvez seja uma das responsabilidades mais relevantes da liderança contemporânea.
Construir ambientes onde resultados e relações caminhem lado a lado.
Onde a ética esteja presente nas escolhas cotidianas.
Onde o respeito não dependa da posição hierárquica.
Onde o erro possa se transformar em aprendizado.
Onde as pessoas tenham voz para contribuir, discordar, criar e inovar.
Compartilho alguns registros desse encontro tão especial na UNIFAJ, um espaço de diálogo, reflexão e troca genuína sobre os desafios humanos que acompanham a construção da identidade, a vida profissional e as relações nas organizações.
Porque, no final, empresas são feitas de pessoas.
E pessoas florescem quando encontram espaço para serem inteiras.Reproduzir
Tempo restante 0:13
1xVelocidade de reproduçãoSilenciarAtivar tela cheiaPALESTRA NA UNIFAJ, CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JAGUARIUNA e DIVULGAÇÂO DO LIVRO ALMA DE LÍDER
Durante a palestra, compartilhei com os alunos algo que venho observando há muitos anos dentro das organizações.
Quase toda empresa fala sobre cultura.
Poucas compreendem como ela realmente nasce.
Existe uma crença de que cultura é algo criado pela diretoria, pelo RH ou pelos valores escritos na parede.
Minha experiência mostra outra coisa.
A cultura começa muito antes.

Começa na forma como cada pessoa interpreta a realidade.
No significado que atribui aos acontecimentos.
Na maneira como escolhe agir quando ninguém está olhando.
Foi exatamente dessa observação que surgiu o Programa Reconexão Essencial.
Ele Nasceu da convivência com líderes brilhantes que perderam a capacidade de escutar.
Com equipes tecnicamente excelentes que já não conseguiam confiar umas nas outras.
Com profissionais bem-sucedidos que, apesar dos resultados, já não encontravam sentido no que faziam.
Ao longo dos anos, percebi que muitas empresas tentam resolver problemas coletivos sem olhar para a origem deles.
Querem mais colaboração.
Mas convivem com relações frágeis.
Querem inovação.
Mas as pessoas têm medo de errar.
Querem comprometimento.
Mas poucos se sentem verdadeiramente parte da construção.
Por isso, apresentei aos alunos uma ideia simples:
Toda cultura é uma consequência.
Ela é o resultado acumulado de milhares de pensamentos, escolhas, conversas e comportamentos que se repetem todos os dias.
Primeiro acontece dentro de cada pessoa.
Depois aparece entre nós.
Então passa a influenciar equipes, organizações e comunidades inteiras.
Talvez por isso a pergunta mais importante para um líder não seja:
“Como transformo a cultura da minha empresa?”
Talvez a pergunta seja:
“Que cultura estou ajudando a construir através da forma como penso, me relaciono e tomo decisões?”
Porque a cultura que desejamos para o mundo começa muito antes de chegar ao mundo.
Ela começa em cada um de nós.
Vamos conversar?


